sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dá-me graça

Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Do som do vento a assobiar na montanha

Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Da sombra em quem descobri as formas do teu corpo

Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Do cheiro das flores silvestres a exalar odores afrodisíacos

Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Da brisa fresca que te tocava no rosto suado de prazer

Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Do recuperar de fôlego ao som dos chilrear dos pássaros

Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
De mim e de ti, os dois, transformados num só.