Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Do som do vento a assobiar na montanha
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Da sombra em quem descobri as formas do teu corpo
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Do cheiro das flores silvestres a exalar odores afrodisíacos
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Da brisa fresca que te tocava no rosto suado de prazer
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Do recuperar de fôlego ao som dos chilrear dos pássaros
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
De mim e de ti, os dois, transformados num só.