Maldita solidão que me castigas alma
Destróis o meu sossego
Asfixias a minha felicidade
Dominas os meus sentidos
Não me deixas olhar em frente
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Estou farto
Estou farto de conversar com pessoas que não sabem rir
Com ideias tristes e magoadas
Que choram por tudo e por nada
Falam da vida e do mundo
Da miséria que no fundo
Não é ideia acabada
Estou farto de murmúrios esquecidos no tempo
De gestos que nunca mais acabam
De livros que não consigo ler
Músicas que não posso ouvir
Portas fechadas por abrir
Medos que fazem correr
Estou farto de certezas absolutas e determinadas
Do sol que nasce todos os dias
Da lua que morre todas as noites
Águas que não passam no rio
Muralhas que agora desafio
Corpos cobertos de açoites
Com ideias tristes e magoadas
Que choram por tudo e por nada
Falam da vida e do mundo
Da miséria que no fundo
Não é ideia acabada
Estou farto de murmúrios esquecidos no tempo
De gestos que nunca mais acabam
De livros que não consigo ler
Músicas que não posso ouvir
Portas fechadas por abrir
Medos que fazem correr
Estou farto de certezas absolutas e determinadas
Do sol que nasce todos os dias
Da lua que morre todas as noites
Águas que não passam no rio
Muralhas que agora desafio
Corpos cobertos de açoites
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Fizeram tudo
Convocaram todas as bruxas e feiticeiros
Abriram os manuais e os pergaminhos
Fizeram o dia transformar-se em noite
A água em fogo
O mar em deserto
E mesmo assim
Não conseguiram retirar da minha vontade
A lucidez dos gestos
Os mesmos que te entrego e reservo
Aqueles que com mais ninguém partilho
Fizeram tudo sem fazer nada
Ameaçaram com ventos e tempestades
Mas eu fiquei aqui
Sozinho neste lugar
Onde me disseram que um dia
Tu ias acabar por passar.
Abriram os manuais e os pergaminhos
Fizeram o dia transformar-se em noite
A água em fogo
O mar em deserto
E mesmo assim
Não conseguiram retirar da minha vontade
A lucidez dos gestos
Os mesmos que te entrego e reservo
Aqueles que com mais ninguém partilho
Fizeram tudo sem fazer nada
Ameaçaram com ventos e tempestades
Mas eu fiquei aqui
Sozinho neste lugar
Onde me disseram que um dia
Tu ias acabar por passar.
Há em mim
Há em mim
Mil guerreiros de mágoas
Todos perfilados lado a lado
Prontos para desassossegar o meu silêncio
Há em mim
Uma nuvem que atravessa o tempo
Uma chuva que não sabe se cai
Tudo junto numa neblina de vontade
Há em mim
Uma dura e secreta realidade
Horas passadas a ver a lua
Sempre que ela adormece no céu
Há em mim
Um triste acordar de madrugada
Uma secreta ambição pelo risco
E um querer que nunca vou alcançar
Mil guerreiros de mágoas
Todos perfilados lado a lado
Prontos para desassossegar o meu silêncio
Há em mim
Uma nuvem que atravessa o tempo
Uma chuva que não sabe se cai
Tudo junto numa neblina de vontade
Há em mim
Uma dura e secreta realidade
Horas passadas a ver a lua
Sempre que ela adormece no céu
Há em mim
Um triste acordar de madrugada
Uma secreta ambição pelo risco
E um querer que nunca vou alcançar
Fingimento
Às vezes finjo que não penso em ti todos os dias, a todas as horas e minutos.
E quando percebo que não sei fingir, fico atormentado por reconhecer que sem ti a vida fica mais difícil de viver.
Agora que o mundo desperta à minha volta,
sinto que a madrugada se desfaz lentamente
Com cores que só ela conhece e domina.
E nos sentidos mais completos,
aqueles que me fazem acreditar que as estrelas não vão cair do céu,
acredito e aceito que os dias não são dias se tu não estás.
E por isso finjo. Para fingir que não finjo que penso em ti
E quando percebo que não sei fingir, fico atormentado por reconhecer que sem ti a vida fica mais difícil de viver.
Agora que o mundo desperta à minha volta,
sinto que a madrugada se desfaz lentamente
Com cores que só ela conhece e domina.
E nos sentidos mais completos,
aqueles que me fazem acreditar que as estrelas não vão cair do céu,
acredito e aceito que os dias não são dias se tu não estás.
E por isso finjo. Para fingir que não finjo que penso em ti
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