Sinto-me esmagado pela desilusão
Vejo-me atado à decepção e ao medo
Estou fechado para a vontade de ser Feliz
Sinto um amargo de boca por não conseguir reagir
Faço de contas que não me importo
Que não me incomoda
Que é apenas uma fase
Sinto-me amarrado aos preconceitos
Ao que se vai falar
Ao que se vai pensar
Sinto-me preso nas grilhetas do senso comum
E abafo a minha dor e o meu sofrimento
Com silêncios demorados
Daqueles que perturbam os outros
Os que estão à minha volta
E se preocupam comigo
Tenho quase tudo
E ao mesmo tempo não tenho quase nada
Sou uma espécie de copo meio cheio e meio vazio
Acredito em pouca coisa
E pouca coisa me faz acreditar
Quero saber como isto vai acabar