Amargas são as noites que passo sem dormir
Onde volto e revolto e não te acho
Onde as cores e os brilhos do escuro
São apenas isso: cores e brilhos
E volto e revolto
Levanto e deito
Solto no leito
Corpo já solto
Não sabes nem nunca vais saber o que é isso
Não entendes a minha amargura nem o meu sentir
Fazes de conta que não te importas com o que sinto
Talvez te minta
Talvez de abrace
Talvez de faça sentir pena
Abro a janela mas só vejo a madrugada lá fora
Abro a mão mas nenhuma estrela cai dentro dela
Abro o coração para que ele respire o ar fresco da rua
Porque deixo que isto chegue a este ponto?
Será vontade ou sentimento?
Será coragem?
Amargura?
Apenas ternura.