sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Apenas ternura

Amargas são as noites que passo sem dormir
Onde volto e revolto e não te acho
Onde as cores e os brilhos do escuro
São apenas isso: cores e brilhos

E volto e revolto
Levanto e deito
Solto no leito
Corpo já solto

Não sabes nem nunca vais saber o que é isso
Não entendes a minha amargura nem o meu sentir
Fazes de conta que não te importas com o que sinto

Talvez te minta
Talvez de abrace
Talvez de faça sentir pena

Abro a janela mas só vejo a madrugada lá fora
Abro a mão mas nenhuma estrela cai dentro dela
Abro o coração para que ele respire o ar fresco da rua

Porque deixo que isto chegue a este ponto?
Será vontade ou sentimento?
Será coragem?
Amargura?
Apenas ternura.