Trazes nos teus lábios o sabor do licor dos Deuses
Com ele me embriagas e abres as portas do Paraíso
Desmanchas a minha vontade mais secreta
E baralhas os meus segredos mal revelados
Adoras saber que me sinto perdido como um menino
E que não temo o escuro mesmo que ele se torne desejável
Sentes-te a dona do meu tempo e do meu espaço
Mas quem te disse que eu não gostava?
Quem te falou da Primavera, depois do Verão?
Não invertas o tempo, deixa que ele faça a sua parte
E esmaga-me com o teu silêncio
Porque só ele é capaz de me ferir e provocar dores
E eu aceito-as. Não as renego. Não me afasto delas
Mostra-me a tua coragem se é que não a perdeste
Precisavas de juntar forças para me dizer que sou tudo e nada para ti
Mas não foste capaz. Porque sabes que o meu dia não começa
Quando o sol se vai embora e o a lua não nasce
Abre-te para mim. Faz de mim o teu fiel de balança
Deixa-me equilibrar os teus sentidos
E depois vai embora. Já não fazes falta
Porque eu sou um caso perdido sem a opção de ser encontrado
sábado, 31 de janeiro de 2009
És linda de todas as maneiras
És linda de todas as maneiras.
Até a chorar no escuro do cinema.
E quando sinto a tua emoção,
A passar das tuas mãos para as minhas,
percebo o quanto me sinto bem ao teu lado
Mesmo ali, naquela sala de cinema.
A olhar para a tela.
Onde a vida de alguém,
começa do fim para o principio.
Onde o tempo anda para trás
Quem me dera.
Voltaria ao tempo de te encontrar.
E ter-te só para mim. Apenas para mim
És linda de todas as maneiras
Até a chorar no escuro do cinema.
E quando sinto a tua emoção,
A passar das tuas mãos para as minhas,
percebo o quanto me sinto bem ao teu lado
Mesmo ali, naquela sala de cinema.
A olhar para a tela.
Onde a vida de alguém,
começa do fim para o principio.
Onde o tempo anda para trás
Quem me dera.
Voltaria ao tempo de te encontrar.
E ter-te só para mim. Apenas para mim
És linda de todas as maneiras
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Deitei fora
Deitei fora os papéis que me mandaste.
Nenhum me servia, nenhum me fazia falta.
O que me faz falta é a tua presença
o teu olhar, a tua forma de ser.
E essa já não a tenho
Perdi como quem perde a vontade de viver
E fiquei perdido no meio de uma solidão voluntária
A mesma solidão a que me obriguei sem saber
Estranhos sentimentos de vontade que me fazem mal
Nenhum me servia, nenhum me fazia falta.
O que me faz falta é a tua presença
o teu olhar, a tua forma de ser.
E essa já não a tenho
Perdi como quem perde a vontade de viver
E fiquei perdido no meio de uma solidão voluntária
A mesma solidão a que me obriguei sem saber
Estranhos sentimentos de vontade que me fazem mal
Olho nos teus olhos
Olho nos teus olhos
E neles vejo a planície que nunca acaba
O mar que não tem fim
A montanha que não tem cume
Olho nos teus olhos
E vejo todas as flores dos campos
A frescura da madrugada
E a água cristalina da fonte
Olho nos teus olhos
E vejo o dia de amanhã
A esperança que nunca morre
A vontade de viver
Olho nos teus olhos
E vejo os olhos do mundo
Os olhos das pessoas de bem
Vejo os olhos doces de uma criança
Olho nos teus olhos
E vejo os meus reflectidos
Vejo a alma que não se esgota
Vejo a vontade que persiste
Olho nos teus olhos
E vejo-te a ti
Simplesmente tu
E é tão bom ver-te assim
E neles vejo a planície que nunca acaba
O mar que não tem fim
A montanha que não tem cume
Olho nos teus olhos
E vejo todas as flores dos campos
A frescura da madrugada
E a água cristalina da fonte
Olho nos teus olhos
E vejo o dia de amanhã
A esperança que nunca morre
A vontade de viver
Olho nos teus olhos
E vejo os olhos do mundo
Os olhos das pessoas de bem
Vejo os olhos doces de uma criança
Olho nos teus olhos
E vejo os meus reflectidos
Vejo a alma que não se esgota
Vejo a vontade que persiste
Olho nos teus olhos
E vejo-te a ti
Simplesmente tu
E é tão bom ver-te assim
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Rodeado de gente
Rodeado de gente
sinto-me só.
Não os escuto.
Não lhe presto atenção.
As suas vozes chegam mudas
aos meu ouvido.
Sinto-me perdido no meio
da multidão.
Sinto-me esquecido no meio
do turbilhão.
E vagueio pelas ruas da vida
Onde há gente perdida
Onde há gente esquecida.
Que faço eu aqui afinal?
Quem me indicou este caminho?
Quem partilha comigo esta dor?
A dor de estar sozinho
Acompanhado de tanta gente
Cada um, é aquilo que sente.
sinto-me só.
Não os escuto.
Não lhe presto atenção.
As suas vozes chegam mudas
aos meu ouvido.
Sinto-me perdido no meio
da multidão.
Sinto-me esquecido no meio
do turbilhão.
E vagueio pelas ruas da vida
Onde há gente perdida
Onde há gente esquecida.
Que faço eu aqui afinal?
Quem me indicou este caminho?
Quem partilha comigo esta dor?
A dor de estar sozinho
Acompanhado de tanta gente
Cada um, é aquilo que sente.
Fecha os olhos
Fecha os olhos
E sente a minha mão na tua pele
E na tua boca
Nasce um beijo que me sabe a mel
No teu rosto
Corre um fio doce de ternura
Na tua pele
Não há lugar para tanta amargura
Fecha os olhos
E deixa-te levar pelos momentos
E com os teus dedos
Separa esse mar de sentimentos
No teu peito
Há uma vontade crua de esperança
E no teu ventre
Há o fermento bom de uma criança
Fecha os olhos
E dorme no silêncio do encanto
E nos teus sonhos
Dás-me o beijo que te peço tanto
Nos teus braços
Faço a minha festa prometida
Se te quero
É porque és mulher da minha vida
E sente a minha mão na tua pele
E na tua boca
Nasce um beijo que me sabe a mel
No teu rosto
Corre um fio doce de ternura
Na tua pele
Não há lugar para tanta amargura
Fecha os olhos
E deixa-te levar pelos momentos
E com os teus dedos
Separa esse mar de sentimentos
No teu peito
Há uma vontade crua de esperança
E no teu ventre
Há o fermento bom de uma criança
Fecha os olhos
E dorme no silêncio do encanto
E nos teus sonhos
Dás-me o beijo que te peço tanto
Nos teus braços
Faço a minha festa prometida
Se te quero
É porque és mulher da minha vida
Junto ao mar
Junto ao mar recebo contigo a Lua.
Ambos sabemos que ela vai nascer, crescer e depois partir.
No meio deste tempo vou-me entregar a ti,
só a ti.
A Lua será testemunha dessa entrega
e nela será reflectido todo o amor que sinto.
Talvez ela o espalhe pelo resto do mundo.
Talvez ela o queria só para si
E a Lua alumiará o teu corpo com o seu brilho,
para que eu o possa percorrer com as pontas dos meus dedos.
E com ela te darei tudo o que tenho para dar
até à última gota de suor.
Até à última faísca de paixão.
E quando ela quiser partir
ficarei ao teu lado
a ver-te dormir.
Ambos sabemos que ela vai nascer, crescer e depois partir.
No meio deste tempo vou-me entregar a ti,
só a ti.
A Lua será testemunha dessa entrega
e nela será reflectido todo o amor que sinto.
Talvez ela o espalhe pelo resto do mundo.
Talvez ela o queria só para si
E a Lua alumiará o teu corpo com o seu brilho,
para que eu o possa percorrer com as pontas dos meus dedos.
E com ela te darei tudo o que tenho para dar
até à última gota de suor.
Até à última faísca de paixão.
E quando ela quiser partir
ficarei ao teu lado
a ver-te dormir.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Culpa
Sinto-me preso
Não me consigo soltar
Já não falo
Já não me queixo
Estou absorvido pelo medo
Esmagado pela indecisão
Atropelado pelo preconceito
E não sei o que fazer
O que dizer
Para onde ir
A quem acudir?
Sinto-me assim
Preso ao fim
Preso às ideias
Que me ferem
Que me sopram
Segredos vazios
E murmúrios ruidosos
Estou entre o tudo e o nada
Entre o medo e o desespero
Não tenho culpa de não ser feliz.
Mas tenho culpa de não ir à procura.
Não me consigo soltar
Já não falo
Já não me queixo
Estou absorvido pelo medo
Esmagado pela indecisão
Atropelado pelo preconceito
E não sei o que fazer
O que dizer
Para onde ir
A quem acudir?
Sinto-me assim
Preso ao fim
Preso às ideias
Que me ferem
Que me sopram
Segredos vazios
E murmúrios ruidosos
Estou entre o tudo e o nada
Entre o medo e o desespero
Não tenho culpa de não ser feliz.
Mas tenho culpa de não ir à procura.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Imaginei
Imaginei o céu e a terra na palma da mão
E nas suas linhas tracei os rios e os caminhos
que me levam até ti.
Nos meus dedos deixei à solta a força da vontade
a mesma com que imaginei as florestas e as árvores
que cobrem a superfície da minha alma
Imaginei os oceanos e os desertos cheios de vida
e neles deixei repousar a mais profunda das verdades
Flores sem pétalas caíram sobre os meus ombros
e neles repousaram até chegar a próxima Primavera
No meu Mundo não há palavras fechadas
nem segredos mal revelados
Imaginei homens e mulheres de costas voltadas
Habituados a ignorar a dura realidade do tempo
à espera da hora que nunca chega
E do tempo que nunca pára
porque há mais morte para além da vida
e mais vida para além da morte
E nas suas linhas tracei os rios e os caminhos
que me levam até ti.
Nos meus dedos deixei à solta a força da vontade
a mesma com que imaginei as florestas e as árvores
que cobrem a superfície da minha alma
Imaginei os oceanos e os desertos cheios de vida
e neles deixei repousar a mais profunda das verdades
Flores sem pétalas caíram sobre os meus ombros
e neles repousaram até chegar a próxima Primavera
No meu Mundo não há palavras fechadas
nem segredos mal revelados
Imaginei homens e mulheres de costas voltadas
Habituados a ignorar a dura realidade do tempo
à espera da hora que nunca chega
E do tempo que nunca pára
porque há mais morte para além da vida
e mais vida para além da morte
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Dois corpos e quase nada
São dois corpos já molhados
Numa cama aconchegados
E em gestos retorcidos
Estão dois lábios já unidos
E no momento mais secreto
Há um grito mais concreto
Há um morrer de paixão
Ao sabor de uma ilusão
E na loucura dos desejos
Já não passo sem teus beijos
Quando fores adormecer
Fico em silêncio para ver
E se não falta a coragem
Vou guardar a tua imagem
Faço de contas que não sei
Todo os beijo que te dei
E fica o eterno momento
Que não parte com o vento
Há uma chuva mal caída
Sobre a tua pele já despida
É numa cama devassada
Dois corpos e quase nada
O amor é uma canção
Que se canta com o coração
Numa cama aconchegados
E em gestos retorcidos
Estão dois lábios já unidos
E no momento mais secreto
Há um grito mais concreto
Há um morrer de paixão
Ao sabor de uma ilusão
E na loucura dos desejos
Já não passo sem teus beijos
Quando fores adormecer
Fico em silêncio para ver
E se não falta a coragem
Vou guardar a tua imagem
Faço de contas que não sei
Todo os beijo que te dei
E fica o eterno momento
Que não parte com o vento
Há uma chuva mal caída
Sobre a tua pele já despida
É numa cama devassada
Dois corpos e quase nada
O amor é uma canção
Que se canta com o coração
Navegar
Navego à vista no mar da saudade
No convés, marinheiros embriagados
Soluçam no silêncio da madrugada
Na minha frente abre-se o caminho
Por entre o espumar das ondas
Sem que isso pudesse alterar o meu rumo
Não sei onde vou acostar
Que porto ou destino nos espera
Talvez nada nem ninguém nos queira
Navego à vista no mar da saudade
E levo comigo a pouca fortuna
De não saber para onde vou
No convés, marinheiros embriagados
Soluçam no silêncio da madrugada
Na minha frente abre-se o caminho
Por entre o espumar das ondas
Sem que isso pudesse alterar o meu rumo
Não sei onde vou acostar
Que porto ou destino nos espera
Talvez nada nem ninguém nos queira
Navego à vista no mar da saudade
E levo comigo a pouca fortuna
De não saber para onde vou
Menina dos meus olhos
Menina dos meus olhos
És o sol, que me ilumina
És alecrim aos molhos
Tens na pele, a frescura fina
Menina do meu encanto
Tens o vento contigo a correr
Para ti quero tanto
És a causa do meu viver
Menina do meu tempo
Faz de mim, o teu melhor amigo
Solta o cabelo ao vento
Dá-me a mão, vem passear comigo
Menina de ternura
Quero agora ver-te crescer
És a fonte de água pura
És a força de quem quer viver
(para a minha filha)
És o sol, que me ilumina
És alecrim aos molhos
Tens na pele, a frescura fina
Menina do meu encanto
Tens o vento contigo a correr
Para ti quero tanto
És a causa do meu viver
Menina do meu tempo
Faz de mim, o teu melhor amigo
Solta o cabelo ao vento
Dá-me a mão, vem passear comigo
Menina de ternura
Quero agora ver-te crescer
És a fonte de água pura
És a força de quem quer viver
(para a minha filha)
Recebo a madrugada
Recebo a madrugada no silêncio do quarto
e ao meu lado está o teu corpo preenchendo os lençóis.
Os mesmo lençóis que devolveram à noite a vontade
de te ter de novo como se fosse a primeira vez
Quieta e segura mergulhas nos sonhos que te levam
mais depressa para longe, onde tudo parece irreal.
Agora que estás perto de despertar, inquietas-me o pensamento
e fazes nascer em mim a derradeira das vontades
Ganhas-te a corrida ao sol e os teus olhos soltam a luz
que um dia me prenderam como duas grilhetas sem chave
O sorriso que os teus lábios soltam, o teu primeiro sorriso
é para mim. Terei feito assim tanto para o merecer?
Quando a ponta dos teus dedos encostam na minha pele
solta-se em mim o suspiro dos inocentes
Daqueles que nada pedem e a tudo se obrigam
E devolvo-te o sorriso, o mesmo sorriso de sempre.
e ao meu lado está o teu corpo preenchendo os lençóis.
Os mesmo lençóis que devolveram à noite a vontade
de te ter de novo como se fosse a primeira vez
Quieta e segura mergulhas nos sonhos que te levam
mais depressa para longe, onde tudo parece irreal.
Agora que estás perto de despertar, inquietas-me o pensamento
e fazes nascer em mim a derradeira das vontades
Ganhas-te a corrida ao sol e os teus olhos soltam a luz
que um dia me prenderam como duas grilhetas sem chave
O sorriso que os teus lábios soltam, o teu primeiro sorriso
é para mim. Terei feito assim tanto para o merecer?
Quando a ponta dos teus dedos encostam na minha pele
solta-se em mim o suspiro dos inocentes
Daqueles que nada pedem e a tudo se obrigam
E devolvo-te o sorriso, o mesmo sorriso de sempre.
E quando danças nua
Alertei o Sol para ele ter cuidado
Com os conselhos que a Lua dá
Dei um grito mudo e incomodado
Numa noite tão perdida como esta está
Avisei os céus que o teu sorriso
É sempre franco mesmo quando ele é dado assim
Dei um beijo longo na tua boca
Fiz um filme duma história que fala de mim
E quando danças nua
O teu corpo a voar
Eu vou até à Lua
O Sol pode esperar
Amarrei as cordas nesse porto ali perdido
É tão comprido que me leva a ti
Adormeci nessa cama de mil formas
Tive um sonho mal sonhado que acabou em mim
Separei os meus medos e os segredos
Que me fazem despertar já em tentação
Haja vento e tempestades de Inverno
Nesse mar a minha vida é uma ilusão
Com os conselhos que a Lua dá
Dei um grito mudo e incomodado
Numa noite tão perdida como esta está
Avisei os céus que o teu sorriso
É sempre franco mesmo quando ele é dado assim
Dei um beijo longo na tua boca
Fiz um filme duma história que fala de mim
E quando danças nua
O teu corpo a voar
Eu vou até à Lua
O Sol pode esperar
Amarrei as cordas nesse porto ali perdido
É tão comprido que me leva a ti
Adormeci nessa cama de mil formas
Tive um sonho mal sonhado que acabou em mim
Separei os meus medos e os segredos
Que me fazem despertar já em tentação
Haja vento e tempestades de Inverno
Nesse mar a minha vida é uma ilusão
O vento é meu amigo
Recolhi todas as formas e cores
Que o vento deixou ficar na sua passagem
Guardei-as todas para um dia te poder oferecer
E dizer, que o vento nem sempre deixa rasto
Só quando sabe que as suas formas e cores
Podem servir para eu as recolher e te oferecer
Ele sabe o que eu sinto por ti
Ele sabe que só a ti ofereço as suas formas e cores
Ele sabe que comigo é feliz porque o uso apenas
Para te provar o que sinto por ti
O vento é meu amigo
O vento é meu cúmplice
Quando ele parte, eu parto com ele
Quando ele chega, eu chego com ele
Quando ele fala eu ouço
Quando eu falo ele entende
Que o vento deixou ficar na sua passagem
Guardei-as todas para um dia te poder oferecer
E dizer, que o vento nem sempre deixa rasto
Só quando sabe que as suas formas e cores
Podem servir para eu as recolher e te oferecer
Ele sabe o que eu sinto por ti
Ele sabe que só a ti ofereço as suas formas e cores
Ele sabe que comigo é feliz porque o uso apenas
Para te provar o que sinto por ti
O vento é meu amigo
O vento é meu cúmplice
Quando ele parte, eu parto com ele
Quando ele chega, eu chego com ele
Quando ele fala eu ouço
Quando eu falo ele entende
Sei e não sei
Porque se sofre duas vezes?
Porque se tem de sofrer?
Se o amor é bom, porque sofremos por ele?
Se o amor é partilha porque fico só?
Se a vida é justa, porque não me faz justiça?
Se a vida é boa, porque não me dá um pouco da sua bondade?
Sou eu que estou mal?
Sou eu que só sirvo para sofrer?
Sou eu que não sei partilhar?
Sou eu que não sei viver?
Sinto-me esmagado por um sentimento mal sentido
Por um desejo mal desejado
Por um amor mal amado
Sinto-me bem e mal ao mesmo tempo
Sinto que já não me sopra o vento
Sinto cansaço mas não me sento
Sinto vontade deste momento
Sinto por sentir
Sentir o que sinto
Sei que não minto
Sei e não sei
E a nada me dei
Porque se tem de sofrer?
Se o amor é bom, porque sofremos por ele?
Se o amor é partilha porque fico só?
Se a vida é justa, porque não me faz justiça?
Se a vida é boa, porque não me dá um pouco da sua bondade?
Sou eu que estou mal?
Sou eu que só sirvo para sofrer?
Sou eu que não sei partilhar?
Sou eu que não sei viver?
Sinto-me esmagado por um sentimento mal sentido
Por um desejo mal desejado
Por um amor mal amado
Sinto-me bem e mal ao mesmo tempo
Sinto que já não me sopra o vento
Sinto cansaço mas não me sento
Sinto vontade deste momento
Sinto por sentir
Sentir o que sinto
Sei que não minto
Sei e não sei
E a nada me dei
Partir e chegar
Trilhei todas as curvas do teu corpo
Mas não encontrei o que queria
Escutei todas as palavras que falaste
Mas não esqueci o que sabia
Arrasei comigo mágoas imensas
Mas não sofri o suficiente
Dei ouvidos a tudo quanto dizias
Mas não lancei a semente
E agora vagueio no teu corpo à solta
Como quem percorre as ruas desertas
Que a madrugada deixou famintas
E agora soletro todas as letras
Todas sem esquecer alguma
Todas sem as repetir
Todas sem nada sentir
Todas e nenhuma
Há um tom e um verso
Um poema disperso
Há um ir e voltar
Um partir e chegar
Mas não encontrei o que queria
Escutei todas as palavras que falaste
Mas não esqueci o que sabia
Arrasei comigo mágoas imensas
Mas não sofri o suficiente
Dei ouvidos a tudo quanto dizias
Mas não lancei a semente
E agora vagueio no teu corpo à solta
Como quem percorre as ruas desertas
Que a madrugada deixou famintas
E agora soletro todas as letras
Todas sem esquecer alguma
Todas sem as repetir
Todas sem nada sentir
Todas e nenhuma
Há um tom e um verso
Um poema disperso
Há um ir e voltar
Um partir e chegar
Esquecer
Agrada-me a ideia de saber que ainda te lembras de mim
Agrada-me saber que não estou no baú das velhas recordações
Agrada-me recordar todos e cada um dos momentos que passámos juntos
Agrada-me pensar que não fui apenas uma coisa passageira na tua vida
Sinto que não fui o melhor nem o pior
Sinto que podia dar mais e pedir em troca
Sinto que o tempo não foi o nosso melhor amigo
Sinto que já não sinto aquilo que sentia
Fazes-me falta, é certo
Tenho dificuldade em esconder
Na verdade é impossível esconder
Porque nada se esconde
Quando realmente existe
Quando realmente é forte
Quando realmente é sincero
E agora, que fazer?
Esquecer?
Fazer de contas que não sei?
Fazer de contas que não te conheci?
Fazer de contas que não me interessa?
Esquecer. Apenas isso. Esquecer.
Agrada-me saber que não estou no baú das velhas recordações
Agrada-me recordar todos e cada um dos momentos que passámos juntos
Agrada-me pensar que não fui apenas uma coisa passageira na tua vida
Sinto que não fui o melhor nem o pior
Sinto que podia dar mais e pedir em troca
Sinto que o tempo não foi o nosso melhor amigo
Sinto que já não sinto aquilo que sentia
Fazes-me falta, é certo
Tenho dificuldade em esconder
Na verdade é impossível esconder
Porque nada se esconde
Quando realmente existe
Quando realmente é forte
Quando realmente é sincero
E agora, que fazer?
Esquecer?
Fazer de contas que não sei?
Fazer de contas que não te conheci?
Fazer de contas que não me interessa?
Esquecer. Apenas isso. Esquecer.
Apenas ternura
Amargas são as noites que passo sem dormir
Onde volto e revolto e não te acho
Onde as cores e os brilhos do escuro
São apenas isso: cores e brilhos
E volto e revolto
Levanto e deito
Solto no leito
Corpo já solto
Não sabes nem nunca vais saber o que é isso
Não entendes a minha amargura nem o meu sentir
Fazes de conta que não te importas com o que sinto
Talvez te minta
Talvez de abrace
Talvez de faça sentir pena
Abro a janela mas só vejo a madrugada lá fora
Abro a mão mas nenhuma estrela cai dentro dela
Abro o coração para que ele respire o ar fresco da rua
Porque deixo que isto chegue a este ponto?
Será vontade ou sentimento?
Será coragem?
Amargura?
Apenas ternura.
Onde volto e revolto e não te acho
Onde as cores e os brilhos do escuro
São apenas isso: cores e brilhos
E volto e revolto
Levanto e deito
Solto no leito
Corpo já solto
Não sabes nem nunca vais saber o que é isso
Não entendes a minha amargura nem o meu sentir
Fazes de conta que não te importas com o que sinto
Talvez te minta
Talvez de abrace
Talvez de faça sentir pena
Abro a janela mas só vejo a madrugada lá fora
Abro a mão mas nenhuma estrela cai dentro dela
Abro o coração para que ele respire o ar fresco da rua
Porque deixo que isto chegue a este ponto?
Será vontade ou sentimento?
Será coragem?
Amargura?
Apenas ternura.
As minhas palavras
As minhas palavras estão preenchidas de mágoas
As mesmas que tenho para te mostrar
Talvez depois entendas
Que as flores quando nascem não são livres
Talvez depois entendas
Que o sol não brilha sempre da mesma maneira
Sempre com a mesma intensidade
E nessa nascente de ternura
Onde tudo é mais
Onde tudo é menos
Onde faço de mim o homem que sou
Onde fazes de ti a mulher que és
As mesmas que tenho para te mostrar
Talvez depois entendas
Que as flores quando nascem não são livres
Talvez depois entendas
Que o sol não brilha sempre da mesma maneira
Sempre com a mesma intensidade
E nessa nascente de ternura
Onde tudo é mais
Onde tudo é menos
Onde faço de mim o homem que sou
Onde fazes de ti a mulher que és
Dá-me graça
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Do som do vento a assobiar na montanha
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Da sombra em quem descobri as formas do teu corpo
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Do cheiro das flores silvestres a exalar odores afrodisíacos
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Da brisa fresca que te tocava no rosto suado de prazer
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Do recuperar de fôlego ao som dos chilrear dos pássaros
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
De mim e de ti, os dois, transformados num só.
Do som do vento a assobiar na montanha
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Da sombra em quem descobri as formas do teu corpo
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Do cheiro das flores silvestres a exalar odores afrodisíacos
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Da brisa fresca que te tocava no rosto suado de prazer
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
Do recuperar de fôlego ao som dos chilrear dos pássaros
Dá-me graça quando dizes que não sentes saudades
De mim e de ti, os dois, transformados num só.
Roubei-te um beijo
Roubei-te um beijo
Se não o roubasse
Não mo davas
Por isso roubei
E passei a ser larápio
Coisa que nunca tinha sido
Porque se não me tivesse tornado
Teria de me contentar sem o teu beijo
Por isso não me arrependo do meu crime
Por isso não me arrependo do que fiz
Fiz porque isso me fez feliz
E até os larápios têm direito a ser felizes
Até os larápios merecem um beijo
Por isso roubei-te um beijo
Se não o roubasse
Não mo davas
Por isso roubei
E passei a ser larápio
Coisa que nunca tinha sido
Porque se não me tivesse tornado
Teria de me contentar sem o teu beijo
Por isso não me arrependo do meu crime
Por isso não me arrependo do que fiz
Fiz porque isso me fez feliz
E até os larápios têm direito a ser felizes
Até os larápios merecem um beijo
Por isso roubei-te um beijo
Mulher amada
Abro a porta e deixo-te entrar
Não vens sozinha. Trazes contigo a madrugada
À porta fica o medo
Cá dentro a vontade
Dás-me as mãos e sentes o frio das minhas
Trazes contigo o calor dos sonhos que nunca acabam
As vontades esquecidas
As ilusões desaparecidas.
Trazes tudo e não trazes nada
Vens apenas tu
Completa
Reservada
Mulher amada
Não vens sozinha. Trazes contigo a madrugada
À porta fica o medo
Cá dentro a vontade
Dás-me as mãos e sentes o frio das minhas
Trazes contigo o calor dos sonhos que nunca acabam
As vontades esquecidas
As ilusões desaparecidas.
Trazes tudo e não trazes nada
Vens apenas tu
Completa
Reservada
Mulher amada
Coisas que não se explicam
Sinto nas palavras que me dizes
Que têm a força das raízes
Num amor que quer nascer
Que não tem nada a perder
Faço desta dúvida a certeza
Os meus segredos sobre a mesa
Nas coisas que não se explicam
Ou nos momentos que não ficam
Tento compreender o teu mundo
Mesmo que hesite um segundo
Porque nada mais me prende
É nas palavras que se entende
Que quero contigo partilhar
Uma vida toda a caminhar
Num destino mais concreto
Num desejo mais secreto
Que têm a força das raízes
Num amor que quer nascer
Que não tem nada a perder
Faço desta dúvida a certeza
Os meus segredos sobre a mesa
Nas coisas que não se explicam
Ou nos momentos que não ficam
Tento compreender o teu mundo
Mesmo que hesite um segundo
Porque nada mais me prende
É nas palavras que se entende
Que quero contigo partilhar
Uma vida toda a caminhar
Num destino mais concreto
Num desejo mais secreto
Sinto-me assim
Sinto-me esmagado pela desilusão
Vejo-me atado à decepção e ao medo
Estou fechado para a vontade de ser Feliz
Sinto um amargo de boca por não conseguir reagir
Faço de contas que não me importo
Que não me incomoda
Que é apenas uma fase
Sinto-me amarrado aos preconceitos
Ao que se vai falar
Ao que se vai pensar
Sinto-me preso nas grilhetas do senso comum
E abafo a minha dor e o meu sofrimento
Com silêncios demorados
Daqueles que perturbam os outros
Os que estão à minha volta
E se preocupam comigo
Tenho quase tudo
E ao mesmo tempo não tenho quase nada
Sou uma espécie de copo meio cheio e meio vazio
Acredito em pouca coisa
E pouca coisa me faz acreditar
Quero saber como isto vai acabar
Vejo-me atado à decepção e ao medo
Estou fechado para a vontade de ser Feliz
Sinto um amargo de boca por não conseguir reagir
Faço de contas que não me importo
Que não me incomoda
Que é apenas uma fase
Sinto-me amarrado aos preconceitos
Ao que se vai falar
Ao que se vai pensar
Sinto-me preso nas grilhetas do senso comum
E abafo a minha dor e o meu sofrimento
Com silêncios demorados
Daqueles que perturbam os outros
Os que estão à minha volta
E se preocupam comigo
Tenho quase tudo
E ao mesmo tempo não tenho quase nada
Sou uma espécie de copo meio cheio e meio vazio
Acredito em pouca coisa
E pouca coisa me faz acreditar
Quero saber como isto vai acabar
Sinto
Sinto-me apertado nesta condição de indigente do sonho
Sem acreditar no que vejo, pergunto onde estão as cores da terra
As cores do passado desenhado a sépia
Ou os sons do vento quando cruza a floresta
Ergo a voz para gritar pelas aves que não voltam
Que deixaram esta terra de folhas caídas
Jamais imaginei que elas soubessem que a vida é mesmo assim
Que numa vez vai e noutra não regressa
Agora só me resta esperar pelo tempo novo
Aquele que me faz abrir os olhos ao brilho das fontes
Que me surpreende a cada momento mesmo quando não chega
Mesmo quando não sabe se quer ir embora
Sem acreditar no que vejo, pergunto onde estão as cores da terra
As cores do passado desenhado a sépia
Ou os sons do vento quando cruza a floresta
Ergo a voz para gritar pelas aves que não voltam
Que deixaram esta terra de folhas caídas
Jamais imaginei que elas soubessem que a vida é mesmo assim
Que numa vez vai e noutra não regressa
Agora só me resta esperar pelo tempo novo
Aquele que me faz abrir os olhos ao brilho das fontes
Que me surpreende a cada momento mesmo quando não chega
Mesmo quando não sabe se quer ir embora
Algumas vezes
Algumas vezes imagino que domino todas as variáveis
Todas as forças do universo
As correntes fortes dos mares
A bravura dos tufões
E tudo o mais que se mexe à minha volta
Algumas vezes acho que nada vai me fazer parar
Acredito nesta força imensa que me consome
O corpo e a alma que não me deixam dormir
O fogo que dilacera as minhas memórias
Sentindo o tudo e o nada
Algumas vezes penso que posso mudar o caminho das estrelas
Impedir que os cometas se lancem uns contra os outros
Ou que o sol arrefeça e aqueça apenas porque tenho vontade
Mesmo que uma barreira invisível me tente travar
E quero que seja assim
Algumas vezes imagino o mar a vazar-se de uma só vez
E a desaparecer num buraco do tamanho do nada
Do tamanho da vontade dos homens de bem
E dos que não sabem o que isso é
Nem nunca quiseram saber
Algumas vezes sinto que afinal:
Existo
Respiro
Sonho
Penso
Esqueço
Chego e parto
Todas as forças do universo
As correntes fortes dos mares
A bravura dos tufões
E tudo o mais que se mexe à minha volta
Algumas vezes acho que nada vai me fazer parar
Acredito nesta força imensa que me consome
O corpo e a alma que não me deixam dormir
O fogo que dilacera as minhas memórias
Sentindo o tudo e o nada
Algumas vezes penso que posso mudar o caminho das estrelas
Impedir que os cometas se lancem uns contra os outros
Ou que o sol arrefeça e aqueça apenas porque tenho vontade
Mesmo que uma barreira invisível me tente travar
E quero que seja assim
Algumas vezes imagino o mar a vazar-se de uma só vez
E a desaparecer num buraco do tamanho do nada
Do tamanho da vontade dos homens de bem
E dos que não sabem o que isso é
Nem nunca quiseram saber
Algumas vezes sinto que afinal:
Existo
Respiro
Sonho
Penso
Esqueço
Chego e parto
Mãe
Mãe
Em ti derramei a primeira lágrima
e soltei o primeiro choro
Nos teus braços recebi o conforto
e o carinho dos primeiros minutos
Dos teus lábios recebi o primeiro beijo a saber a ternura
E o amor que me vai acompanhar até todo o sempre,
também foi nesse dia que recebi de ti
Mãe
Quanta coragem tiveste de ter para me ter
Quanta ansiedade passas-te nos minutos de dor
Quantas lágrimas de alegria deixaste cair
Porque me tinhas ali. Eu, o primeiro
A justa e arrojada semente que germinou
E caiu nos teus braços
Onde me aconchegaste e guardaste
Mãe
Sei que tendo-te a ti, tenho tudo
Porque tu és mais do que eu
Mais do que aquilo que tenho sem merecer
E o muito que tenho para dar
Foi de ti que recebi.
E contigo aprendi a dizer o que digo
O que sinto e transmito
Mãe
Sinto-me castigado pelo tempo
que não passo junto de ti, o tempo
que ninguém vai querer devolver-me
quando já não estivermos juntos aqui
mesmo que acredites que jamais nos vamos separar
eu sei que um dia, vou sentir
que o melhor de ti, é seres minha Mãe
Em ti derramei a primeira lágrima
e soltei o primeiro choro
Nos teus braços recebi o conforto
e o carinho dos primeiros minutos
Dos teus lábios recebi o primeiro beijo a saber a ternura
E o amor que me vai acompanhar até todo o sempre,
também foi nesse dia que recebi de ti
Mãe
Quanta coragem tiveste de ter para me ter
Quanta ansiedade passas-te nos minutos de dor
Quantas lágrimas de alegria deixaste cair
Porque me tinhas ali. Eu, o primeiro
A justa e arrojada semente que germinou
E caiu nos teus braços
Onde me aconchegaste e guardaste
Mãe
Sei que tendo-te a ti, tenho tudo
Porque tu és mais do que eu
Mais do que aquilo que tenho sem merecer
E o muito que tenho para dar
Foi de ti que recebi.
E contigo aprendi a dizer o que digo
O que sinto e transmito
Mãe
Sinto-me castigado pelo tempo
que não passo junto de ti, o tempo
que ninguém vai querer devolver-me
quando já não estivermos juntos aqui
mesmo que acredites que jamais nos vamos separar
eu sei que um dia, vou sentir
que o melhor de ti, é seres minha Mãe
Coisa nenhuma
Há dias em que não me encontro
Em que fico isolado do mundo
Como se isso fosse possível
Desmancho a solidão e volto a ela
Só porque isso me dá gozo
E sinto que ninguém repara
Entro nas salas repletas de gente
Mas ninguém me vê
Ninguém me fala
Ninguém me espera
E fico ali
A olhar como o mundo gira à minha volta
Como se eu fosse o centro do tudo e do nada
E é naquele breve espaço em que me encontro
Em que sinto não ter importância o que digo e o que faço
Porque os outros são também eles o centro de qualquer coisa
O centro de coisa nenhuma
Em que fico isolado do mundo
Como se isso fosse possível
Desmancho a solidão e volto a ela
Só porque isso me dá gozo
E sinto que ninguém repara
Entro nas salas repletas de gente
Mas ninguém me vê
Ninguém me fala
Ninguém me espera
E fico ali
A olhar como o mundo gira à minha volta
Como se eu fosse o centro do tudo e do nada
E é naquele breve espaço em que me encontro
Em que sinto não ter importância o que digo e o que faço
Porque os outros são também eles o centro de qualquer coisa
O centro de coisa nenhuma
E agora?
E agora que faço?
Quando os olhos me ardem de saudade
As mãos transpiram de feitiço
E as pernas tremem de vontade
E agora que digo?
Quando não sei mais o que dizer
Se fica bem ou mal este medo
De querer ganhar e não perder
E agora que escrevo?
Se as linhas do pensamento turvam
A minha memória e o meu querer
Só porque os sonhos não mudam
Quando os olhos me ardem de saudade
As mãos transpiram de feitiço
E as pernas tremem de vontade
E agora que digo?
Quando não sei mais o que dizer
Se fica bem ou mal este medo
De querer ganhar e não perder
E agora que escrevo?
Se as linhas do pensamento turvam
A minha memória e o meu querer
Só porque os sonhos não mudam
A Voz e o Vento
Abri a janela para que pudesse entrar
Invadiu cada canto da casa
Sem pedir licença
Entrou porque quis
Porque a janela estava aberta
E depois já não quis sair
Apenas quis ficar
E disse-me baixinho:
- Sou a voz do vento, deixa-me ficar.
E eu não lhe disse que não
Quem sou eu para dizer ao vento que a sua voz não pode ficar?
Deixa-te ficar. Faz-me companhia.
Invadiu cada canto da casa
Sem pedir licença
Entrou porque quis
Porque a janela estava aberta
E depois já não quis sair
Apenas quis ficar
E disse-me baixinho:
- Sou a voz do vento, deixa-me ficar.
E eu não lhe disse que não
Quem sou eu para dizer ao vento que a sua voz não pode ficar?
Deixa-te ficar. Faz-me companhia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)