Trazes nos teus lábios o sabor do licor dos Deuses
Com ele me embriagas e abres as portas do Paraíso
Desmanchas a minha vontade mais secreta
E baralhas os meus segredos mal revelados
Adoras saber que me sinto perdido como um menino
E que não temo o escuro mesmo que ele se torne desejável
Sentes-te a dona do meu tempo e do meu espaço
Mas quem te disse que eu não gostava?
Quem te falou da Primavera, depois do Verão?
Não invertas o tempo, deixa que ele faça a sua parte
E esmaga-me com o teu silêncio
Porque só ele é capaz de me ferir e provocar dores
E eu aceito-as. Não as renego. Não me afasto delas
Mostra-me a tua coragem se é que não a perdeste
Precisavas de juntar forças para me dizer que sou tudo e nada para ti
Mas não foste capaz. Porque sabes que o meu dia não começa
Quando o sol se vai embora e o a lua não nasce
Abre-te para mim. Faz de mim o teu fiel de balança
Deixa-me equilibrar os teus sentidos
E depois vai embora. Já não fazes falta
Porque eu sou um caso perdido sem a opção de ser encontrado