És um resto daquilo que foste
Uma pintura sem cores de afecto
És a presença de um dia que nasce
E a aventura que sinto de perto
És a verdade e a mentira esquecida
A mulher que não pode faltar
És a forma de vida tremida
Só dois corpos conseguem amar
És um pouco de tudo e de nada
Uma folha caída no chão
És a forma que já não se esgota
Um pedaço de sonho na mão
És um grito de paz e de guerra
A canção que já não sei cantar
És a força que prende cá dentro
A vontade de tanto te amar
És um sinal de vida perdido
Um olhar que não sabe o que quer
És o rosto de um mundo esquecido
Nesse corpo que é de mulher
És a vida que está preste a nascer
A carícia e um beijo fatal
És o som da guitarra que cresce
Num balanço sem ponto final