terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Tarde de chuva

A chuva batia no vidro do carro.
Lá fora um manto de nuvens escuras,
prometiam mais água derramada sobre nós
Os vidros embaciados da nossa respiração,
separavam-nos do mundo
Onde tudo é frio e cinzento.
Onde tudo é negro e difícil.
Mas atrás dos vidros,
nós unidos pela vontade e pelo desejo.
Corpo no corpo.
Numa comunhão de pele.
Onde tudo é belo quando se deseja.
Onde tudo é sincero quando se partilha.
E no fim,
o frio passa a calor
A vontade passa a saudade.
O desejo passa…o desejo não passa.
Fica.