Ó Mar do Norte.
Que trazes o frio das ondas.
Que medes no teu encanto
todas as belezas
que a tua vontade encerra.
Que me dirás se eu te disser
que não te temo mais?
Que deixei de te ter respeito,
desde que me levaste para longe o meu amor
e me deixaste cercado pela saudade da sua ausência?
Sabes que não te viro as costas.
Que te enfrento sem temer.
Porque já nada temo.
Porque já nada me prende aqui.
Agora que levaste para longe o meu amor
e me deixaste preso a esta terra sozinho.
Não tenho feitio para a solidão.
Por isso partirei em tua direcção
e abrirei o meu caminho
À procura do amor que levaste
para longe de mim.